Quando só os menores gestos falam por mais de mil palavras, é que a gente se dá conta de que não poderíamos ter feito nem metade do que fizemos se não houvesse tido aquela troca de olhares com mil sorrisos contidos e mil palavras por verbalizar, que passaram despercebidos, tendo nós, fixado-nos somente no castanho de nossos olhos, tendo nós, esquecido do resto do mundo que continuava em movimento ininterrupto ao nosso redor.
Quando a gente escreve, é como se um pedaço do nosso coração fragmentasse e saísse pelos poros, escorresse até a ponta dos dedos e arrancasse uma pitada da nossa alma. Uma colagem fiel do que somos. (Pâmella Acioli)
domingo, 19 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Meu Deus é minha fé.
Deus: já ouvi diversas teses à respeito dessa força (?) mágica (?).
Não consigo concordar inteiramente com nenhuma delas, parece que sempre falta alguma coisa, ou existe alguma coisa que não deveria existir.
E é um tal de: "Sabe aquele cara barbudo que foi crucificado entre dois ladrões e que deu seu sangue para nos libertar dos pecados?" que irrita.
Quem disse que Jesus era barbudo? Quem disse? Quem pode me provar? Existem registros visuais? Aaaaaaah não?! Ok!
E é um tal de: "Não pecais" que irrita.
O que é pecado? Quem disse que isso aí que você pensou é pecado? Quem disse?
Pessoas que se baseiam em contos e fábulas; parábolas. Estranho, né?! É quem nem viver baseado na história da Branca de Neve e os Sete Anões.
É um tal de: "Deus fez o mundo em sete dias." que não acaba mais, sabe?!
Sete dias ou bilhões de anos?
Que força é essa? Mecânica? Elétrica? Elástica? É tipo, aquela força que produz uma energia que pode ser determinada por E = mc? NÃO?
Então é tipo, uma força que a gente não pode calcular? Estou entendendo... na medida do possível.
Mas vem cá, se é uma força, a gente não pode ver, certo?! Nem tocar, certo?! Hmmmm.
Então, me diga P-O-R Q-U-E diabos insistem em dizer que Deus é um velhinho, barbudinho e que está todo vestido de branco esperando a gente 'morrer'?
Alguém pode me dizer P-O-R Q-U-E diabos eu tenho que figurar a minha fé?
Meu Deus não tem cor, não tem raça, não tem sexo, não tem F-O-R-M-A; Meu Deus é minha fé.
O mau elemento
Eu olho pra sua tatuagem e pro tamanho do seu braço e pros calos da sua mão e acho que vai dar tudo certo. Me encho de esperança e nada. Vem você e me trata tão bem. Estraga tudo.
Mania de ser bom moço, coisa chata.
Eu nunca mais quero ouvir que você só tem olhos pra mim, ok? E nem o quanto você é bom filho. Muito menos o quanto você ama crianças. E trate de parar com essa mania horrível de largar seus amigos quando eu ligo. Colabora, pô. Tá tão fácil me ganhar, basta fazer tudo pra me perder.
E lá vem ele dizer que meu cabelo sujo tem cheiro bom. E que já que eu não liguei e não atendi, ele foi dormir. E que segurar minha mão já basta. E que ele quer conhecer minha mãe. E que viajar sem mim é um final de semana nulo. E que tudo bem se eu só quiser ficar lendo e não abrir a boca.
Com tanto potencial pra acabar com a minha vida, sabe o que ele quer? Me fazer feliz. Olha que desgraça. O moço quer me fazer feliz. E acabar com a maravilhosa sensação de ser miserável. E tirar de mim a única coisa que sei fazer direito nessa vida que é sofrer. Anos de aprimoramento e ele quer mudar todo o esquema. O moço quer me fazer feliz. Veja se pode.
E aí passa a maior gostosa na rua e ele lá, idolatrando meu nariz. E aí o celular dele toca e ele, putz, perdeu a ligação porque demorou trinta mil horas pra desvencilhar os dedos do meu cabelo. Com tanto potencial pra me dar uns tapas, o moço adora me fazer carinho com a ponta dos dedos.
Não dá, assim não dá. Deveria ter cadeia pra esse tipo de elemento daninho. Pior é que vicia. Não é que acordei me achando hoje? Agora neguinho me trata mal e eu não deixo. Agora neguinho quer me judiar e eu mando pastar. Dei de achar que mereço ser amada. Veja se pode. Trinta anos servindo de capacho, feliz da vida, e aí chega um desavisado com a coxa mais incrível do país e muda tudo. Até assoviando eu tô agora. Que desgraça.
Ontem quase, quase, quase ele me tratou mal. Foi por muito pouco. Eu senti que a coisa tava vindo. Cruzei os dedos. Cheguei a implorar ao acaso. Vai, meu filho. Só um pouquinho. Me xinga, vai. Me dá uma apertada mais forte no braço. Fala de outra mulher. Atende algum amigo retardado bem na hora que eu tava falando dos meus medos. Manda eu calar a boca. Sei lá. Faz alguma coisa homem!
E era piada. Era piadinha. Ele fez que tava bravo. E acabou. Já veio com o papo chato de que me ama e começou a melação de novo. Eita homem pra me beijar. Coisa chata.
Minha mãe deveria me prender em casa, me proteger, sei lá. Onde já se viu andar com um homem desses. O homem me busca todas as vezes, me espera na porta, abre a porta do carro. Isso quando não me suspende no ar e fala 456 elogios em menos de cinco segundos. Pra piorar, ele ainda tem o pior dos defeitos da humanidade: ele esqueceu a ex namorada. Depois de trinta anos me relacionando só com homens obcecados por amores antigos, agora me aparece um obcecado por mim que nem lembra direito o nome da ex. Fala se tão de sacanagem comigo ou não? Como é que eu vou sofrer numa situação dessas? Como? Me diz?
Durmo que é uma maravilha. A pele está incrível. A fome voltou. A vida tá de uma chatice ímpar. Alguém pode, por favor, me ajudar? Existe terapia pra tentar ser infeliz? Outro dia até me belisquei pra sofrer um pouquinho. Mas o desgraçado correu pra assoprar e dar beijinho.
Tati Bernardi
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
04.12.2010
Não sei se você consegue perceber, mas estou tentando me afastar; é como se eu estivesse preparando o terreno para o que está por vir; é como se eu soubesse o que está por vir - e eu sei. Eu sei que o meu verão vai ser cheio de nuvens carregadas e que estas mesmas nuvens vão resolver bloquear os raios de sol que incidiriam sobre mim. Eu sei que te ver não vai ser suficiente, mas será somente o que poderá acontecer, se muito acontecer.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Obrigada
E agora que - de uma vez e pra sempre - acabou, eu ando procurando o chão, o meu chão que você roubou quando de sua partida, eu ando procurando o ar que eu perdi na despedida, eu ando procurando a parte de mim que você levou.
E agora que você foi embora, que meu peito chora, que minh'alma implora a sua volta, eu ando procurando as fotos de nós dois, e lembrando de tudo o que deixamos pra depois, eu ando te querendo cada dia mais.
E agora que meu pranto embaça a minha visão e que eu te vejo longe das minhas mãos, eu começo a pedir até em oração para que você perceba que ninguém, nunca vai te amar como eu.
E agora que meus dias são só solidão, eu passo a agradecer a você por todos os sorrisos, por todas as lições e por me ensinar a não confiar no meu amor e por me obrigar a me conhecer tão bem. Só não te agradeço por ter feito isso da pior maneira possível: me deixando sozinha.
E agora que você foi embora, que meu peito chora, que minh'alma implora a sua volta, eu ando procurando as fotos de nós dois, e lembrando de tudo o que deixamos pra depois, eu ando te querendo cada dia mais.
E agora que meu pranto embaça a minha visão e que eu te vejo longe das minhas mãos, eu começo a pedir até em oração para que você perceba que ninguém, nunca vai te amar como eu.
E agora que meus dias são só solidão, eu passo a agradecer a você por todos os sorrisos, por todas as lições e por me ensinar a não confiar no meu amor e por me obrigar a me conhecer tão bem. Só não te agradeço por ter feito isso da pior maneira possível: me deixando sozinha.
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