Quero você segurando as minhas mãos quando eu chegar aí e dizendo, com os olhos, o quanto me ama, que sempre me amou e que não vai mais me soltar. Quero a sua força abrindo meu vestido e seus versos falando tudo o que eu preciso ouvir. Quero a suavidade do seu toque na minha nuca e todo o seu destrambelhamento na cômoda. Quero abrir as gavetas com você e me desesperar por ter perdido a hora e a roupa, mais uma vez. Quero, de novo, meu suor com teu cheiro e meu batom no teu peito. Quero tudo, só pra ver se consigo fazer florescer sorrisos dentro da gente.
Quando a gente escreve, é como se um pedaço do nosso coração fragmentasse e saísse pelos poros, escorresse até a ponta dos dedos e arrancasse uma pitada da nossa alma. Uma colagem fiel do que somos. (Pâmella Acioli)
terça-feira, 13 de setembro de 2011
sábado, 9 de julho de 2011
sexta-feira, 24 de junho de 2011
E se não fosse você...
Não fosse amor, não haveria desejo, nem medo da solidão.
Se não fosse amor não haveria saudade, nem o meu pensamento o tempo todo em você.
(Caio Fernando Abreu)
De trás para frente
Partiram.
Certos de que um dia, um dia, iriam se encontrar outra vez.
20 anos, quem sabe, ou 20 dias.
Uma eternidade presa em um único segundo de despedida.
Não estava nada bem, nada claro, nada colorido.
Eles não passavam de um cinza.
Discutiam, discutiam, discutiam e muito sobre o que seriam depois, isso se viessem a ser um depois, um talvez, esperando a certeza, duvidando do sempre.
Estavam bem juntos, e bem levavam, bem queriam, eram bem.
Escolheram ser um; dois em um.
Viveram, eternizaram, buscaram um ao outro, como quem busca o tudo.
Amaram-se.
Odiaram-se.
Conheceram-se.
Estavam dispostos. Apenas.
sábado, 21 de maio de 2011
Sobre amor; amar.
Sabe aquele amor que tem gosto de velho; de guardado, um amor que tem cheiro de naftalina, tem aspecto de usado; estraçalhado, aquele amor efêmero, que insiste em ser efêmero várias vezes na vida?! Um amor teimoso, com cor de pecado e olhos de salvação, um amor com abraço apertado, com cabelos esvoaçantes; gritantes. Esse amor que faz o mal se esvair. Um amor que tem diamantes no lugar dos ouvidos, que respira a fome de amar, que se alimenta de amantes. Um amor que sabe ser amor e sabe ser "presença&atitude&respeito&váriosoutros&s". Sabe aquele amor de "gaveta de cartas", de caneta tinteiro, de serenatas?! O mesmo amor de fogo e baldes de água fria, o mesmo amor de calos e feridas. Um amor que fala a língua do mundo em uma só pessoa.
Assinar:
Postagens (Atom)



