Café. O "TIC-TAC" do relógio na cabeceira. A cidade parada. Um cigarro aceso e nada fazia sentido. Os pensamentos faziam barulho. Tentativas frustradas de mergulhar no mar de ilusões para o qual a música me leva. Havia luz no quarto escuro e era a luz da televisão, que alterava o clima estático que pairava no ar. Café e liberdade para pensar em qualquer coisa. A fumaça do cigarro, desenhava no ar, figuras ilusórias. Havia luz. E desta vez era uma luz mais forte. Sol! E já era dia. A cabeça dolorida, os olhos com um leve ardor, mais uma xícara com café, mais uma, mais uma, mais uma, mais uma e finalmente, a irritação da luz do sol que dava sentido a uma coisa sem sentido, já havia cedido seu lugar para o adormecer da cidade. "TIC-TAC" na cabeceira, e desta vez, os ponteiros giravam em alta velocidade, era segunda e já é quinta, dias sem pregar os olhos, dias sem parar para descansar. Café! Escuro e silêncio. Um sabor esquisito na boca. Amargo! Seria o café? Seria o sabor do meu "eu"? Que seja! O sol vai nascer logo, e esse sabor é algo que não tem a mínima importância. Um loop na visão, um loop no cérebro e um pouco de pinga. Ninguém é de ferro. O sol volta. A pinga faz efeito. Abri as gavetas e em uma delas, achei uma 'pastilha' branca, tamanho médio. Tomei com água, optei por fazer o correto. Dormi.
Quando a gente escreve, é como se um pedaço do nosso coração fragmentasse e saísse pelos poros, escorresse até a ponta dos dedos e arrancasse uma pitada da nossa alma. Uma colagem fiel do que somos. (Pâmella Acioli)
sexta-feira, 16 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Utópica felicidade
Mais uma vez, me ponho a pensar na incansável busca pela felicidade, e mais uma vez me deparo com uma diversidade enorme de fatores que poderiam proporcionar o tão sonhado 'feliz para sempre'. Há quem diga que a felicidade não pode ser comprada, há quem diga que a felicidade está no amor, há quem diga que a felicidade está no dinheiro, enfim...
Mas, onde será que ela realmente está? Será que ela está? Particularmente, eu não acredito na existência da felicidade, propriamente dita. Acredito que hajam momentos alegres, pessoas que nos transmitem uma energia tão positiva, lugares com cargas +, que de certa forma, nos colocam num estado de espírito semelhante ao descrito pelos ditos "felizes". Pois bem, relacionemos sentimentos com realidade, na comparação existem inúmeras diferenças, são coisas indescritíveis, são coisas que só se sabe, quando se vive.
Você não pode ver a felicidade, ela não existe. Você não pode comprar a felicidade, ela não existe. A felicidade não existe, a felicidade É.
Mas, onde será que ela realmente está? Será que ela está? Particularmente, eu não acredito na existência da felicidade, propriamente dita. Acredito que hajam momentos alegres, pessoas que nos transmitem uma energia tão positiva, lugares com cargas +, que de certa forma, nos colocam num estado de espírito semelhante ao descrito pelos ditos "felizes". Pois bem, relacionemos sentimentos com realidade, na comparação existem inúmeras diferenças, são coisas indescritíveis, são coisas que só se sabe, quando se vive.
Você não pode ver a felicidade, ela não existe. Você não pode comprar a felicidade, ela não existe. A felicidade não existe, a felicidade É.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
South Africa: 30 dias de alegria, só!
Que bacana! "A África vive seu melhor momento." é o que diz a mídia. Se eu fosse um país, não iria querer ter este, como melhor momento. Do que adianta, hoje, comemorar a abertura da Copa do Mundo, se daqui a 30 dias, a grande maioria vai voltar a chorar de fome, voltar a sentir a dor do vazio que corrói, como ácido, a alma, voltar a sentir o desprezo, tão comum em tempos comuns. Isso prova como a política não mudou tanto com relação ao que era na antiguidade: Política do pão e circo (neste caso, política do circo, apenas, é válido para denominar tal). Como viver num país onde 4, em cada 5 adultos, são acometidos pelo vírus da aids, e vivem um mito de que se manterem relações sexuais com crianças virgens, serão curados (?) falta de informação, realmente aliena uma sociedade, e falta de comida, higiene e carinho, então.. nem se fala. Como manter esquecido um continente que tem sua cultura como base para tantas outras culturas? Como não ficar boquiaberto com tamanha diferença econômica? Uma parte do continente poderia sustentar as duas partes. Chega até a ser contraditório, o 'berço' do ouro e do diamante, ser feito de dor e pobreza! Vivem numa dificuldade tremenda de comunicação, justamente por ser tão rico. Rico em dialetos; rico em cultura. Apesar de tudo isso, não abrem mão de estar com um sorriso estampado nos lábios, mesmo que estes, estejam secos e mesmo que os olhos, estejam chorando. Ainda assim, não perdem a fé.
domingo, 23 de maio de 2010
Dominar...
conjugado no presente do indicativo: eu domino. Verbo complexo na sua forma personificada; dominadores são exemplos para qualquer sociedade, bons ou maus, não deixam de ser exemplos. Mas... dominar em que sentido? Observando do ângulo dos dominados, as ações exercidas pelos 'tiranos dominadores', deixam sempre à desejar. Pensem em Hitler: teses racistas e anti-semitas, matou mais de 6 milhões de pessoas e deu início a uma guerra que deixou cerca de 50 milhões de mortos, para os atingidos diretamente, provavelmente, ele é tido como 'um anjo do apocalipse'. Observando do ângulo das pessoas neutras, Hitler é mais um maníaco beligerante, responsável tanto por milhares de mortes, quanto pela ascensão da Alemanha. Agora, observando do ângulo dos alemães e adoradores de Hitler, ele conseguiu transformar uma nação desmoralizada em uma potencia industrial. Bom, se a classificação do domínio não for questão de ponto de vista, o que mais pode ser?
fonte: http://br.answers.yahoo.com
Abraços, Pâmella
fonte: http://br.answers.yahoo.com
Abraços, Pâmella
domingo, 4 de outubro de 2009
Saudade $:
Aaah! Como eu tenho saudades do meu passado.
Se eu pudesse voltar no tempo, sem dúvidas, brincaria mais com meus amigos, jogaria mais bola na rua pra levar outras topadas, pularia amarelinha até cansar, correria muito mais e subiria em muito mais muros. Andaria muito mais de bicicleta e de skate. Passaria mais tardes conversando com minhas amigas sobre que roupa usar em tal festa e sobre que cor de maquiagem é a mais bonita. Gritaria tanto, até que minha voz sumisse. Apostaria mais alto nos jogos de dominó que rolavam na praia e teria coragem de entrar naquela onda gigante. Escolheria a prancha branca com flores rosa, ao invés de ter escolhido a branca com preto e amarelo. Eu choraria mais quando saísse do dentista, só pra ganhar mais sorvete. Talvez tivesse parado de roer as unhas no exato momento em que percebi que estavam horríveis. Pensaria melhor antes de mandar a carta idiota para seu patético destinatário. Eliminaria do currículo escolar, as aulas de literatura e aproveitaria mais o tempo de intervalo para conversar com minhas amigas. Assistiria a mais filmes no cinema, junto com os melhores vizinhos do mundo. Faria mais calda de chocolate e exageraria muito mais no tamanho das bolas de sorvete. Dançaria muito mais na primeira festa em que fui de penetra e iria mais vezes de penetra para as festas. Perderia muito mais o fôlego, ao invés de me poupar. Tentaria encontrar menos defeito em quem e levaria à perfeição e aguentaria mais a dor na hora de alongar antes da ginástica rítmica. Nadaria com mais velocidade, só pra ganhar aquela medalha de ouro e comemoraria muito mais os meus 15 anos. Valorizaria mais os amigos e mudaria de perfume a cada mês. Pouparia minha mãe de ter que ir na escola pegar meu boletim, só porque tinha uma nota vermelha. Escolheria o vestido vermelho ao invés do azul e rosa no lugar do preto. Enfim, eu aproveitaria o fato de poder aproveitar tudo de novo.
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